Dias de sol sempre me desperataram uma curiosidade tremenda.
Ultimamente tenho pensado muito na questão da morte. Segundos que separam a condição entre vivo e morto.
Fatalmente inerte de corpo mas liberto de alma? Quem sabe...
Enfim, pergunto-me se estou fazendo as escolhas certas, as mudanças e os direcionamentos de pensamentos corretos. Estarei certo?
Tenho lido bastante para tentar encontrar respostas que me acalmem o espírito. Mas quanto mais leio, mais percebo que tenho uma longa jornada.
Coisa triste esse mundo de julgamentos externos. Um julgamento externo passaria a existir a partir de um julgamento interno? Ou seria o contrário?
Ontem faleceu uma senhora de idade avançada. Foi uma mãe, avó, tia e amiga. Em vida dedicou-se muito aos seus e a quem se aproximasse para uma prosa ou um chá doce. Provavelmente errou bastante, teve inúmeros arrependimentos e, ainda, frustrou-se com suas próprias indagações e conflitos. Deixou a condição de pessoa-viva para pessoa-morta. Dentro de alguns anos será lembrada aniversariamente. Mas, o que dela ficará com ela? Pois para os outros, já sabemos o que fica, afinal, estamos vivos, não é?
Quero partir com saldo positivo... Uma nobre meta de vivo para morto para vivo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
SUBLIME ALBUMS!
É DOMINGO!
Depois de 2 meses de ensaios puxados vamos fazer o projeto SUBLIME ALBUMS tomar vida!
Ingressos antecipados à 8 reais nas lojas TOW IN (Barra Shopping Sul) e no LIVE SPORT PUB (Local do Show). Na hora é 15 pila conforme a disponibilidade.
CHEGUE CEDO! EVITE FILAS e CURTA MUITO SUBLIME!
Abraços, Gutto
Depois de 2 meses de ensaios puxados vamos fazer o projeto SUBLIME ALBUMS tomar vida!
Ingressos antecipados à 8 reais nas lojas TOW IN (Barra Shopping Sul) e no LIVE SPORT PUB (Local do Show). Na hora é 15 pila conforme a disponibilidade.
CHEGUE CEDO! EVITE FILAS e CURTA MUITO SUBLIME!
Abraços, Gutto
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Tanta coisa.
Por quanto tempo ainda seremos brutos? O que está traçado (ou não) para cada um de nós? Por que sentimos raiva, tristeza, alegria? Por que somos tão estúpidos com nossas próprias vidas e com as dos nossos semelhantes? O que está certo? O que está errado? Por que existe a necessidade de julgamentos? Por que reclamamos quando chove demais e também quando faz sol demais? Por que nunca estamos saciados? Por que esquecemos de alimentar nossas almas? A alma morre de inanição? Por que temos que viver na terra e ir embora? Por que temos de voltar e voltar tantas vezes? Por quê?
Entende-se da vida uma passagem da qual estamos passando. Estamos de passagem. Passageiros passando, passeando. Passionando.
Não pise na grama. Não pise nas pessoas. Seja gentil! Seja carinhoso e compreensivo. Amorteça a queda. Contente-se. Sirva. Sorria e abrace. Respire. Retorne. Recicle. Reviva. Seja agente. Seja paciente. Seja o bem. Respeite.
Respeite. Respeite. Respeite para ser respeitado. Perca. Perca muito e aprenda. Ganhe. Aceite. Almeje. Aprenda a olhar para o passado com respeito e força. Aprenda a olhar para o futuro com paciência e confiança.
Agradeça! Sonhe. Tome muita água.
Durma. Acorde. Viva.
Fé! Força! Paz!
Gutto
Entende-se da vida uma passagem da qual estamos passando. Estamos de passagem. Passageiros passando, passeando. Passionando.
Não pise na grama. Não pise nas pessoas. Seja gentil! Seja carinhoso e compreensivo. Amorteça a queda. Contente-se. Sirva. Sorria e abrace. Respire. Retorne. Recicle. Reviva. Seja agente. Seja paciente. Seja o bem. Respeite.
Respeite. Respeite. Respeite para ser respeitado. Perca. Perca muito e aprenda. Ganhe. Aceite. Almeje. Aprenda a olhar para o passado com respeito e força. Aprenda a olhar para o futuro com paciência e confiança.
Agradeça! Sonhe. Tome muita água.
Durma. Acorde. Viva.
Fé! Força! Paz!
Gutto
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A esquina de Deus.
Hoje pus-me de pé em uma esquina movimentada. Escolhi o meu melhor boné. O boné azul que tanto gosto. Que dia cinza. O clima definitivamente indeciso, ora quente, ora frio. Vesti também minha jaqueta bege-escuro, para escapar de algumas gotas de chuva que, ainda caiam de algumas nuvens mais densas. Uma das minhas rotinas é caminhar pela manhã, assim como à tarde e também à noite.
Hoje andei devagar. Não tinha porque apressar o passo. Caminhei lentamente, arrastando um pé depois o outro. Foi assim que cheguei naquela esquina movimentada. Esperei o sinal fechar, por alguma razão não pretendia atravessar a rua. O sinal fechou. Abriu. Fechou novamente. Foi quando percebi que meu corpo encontrava-se no mesmo lugar. Abaixei levemente a cabeça, levantei a mão direita em direção ao rosto e... chorei.
Gutto Szuster
Hoje andei devagar. Não tinha porque apressar o passo. Caminhei lentamente, arrastando um pé depois o outro. Foi assim que cheguei naquela esquina movimentada. Esperei o sinal fechar, por alguma razão não pretendia atravessar a rua. O sinal fechou. Abriu. Fechou novamente. Foi quando percebi que meu corpo encontrava-se no mesmo lugar. Abaixei levemente a cabeça, levantei a mão direita em direção ao rosto e... chorei.
Gutto Szuster
sábado, 5 de setembro de 2009
Ansiedade.
Sempre fui uma pessoa ansiosa. Convivi com a ansiedade de todos os lados, de todas as maneiras e de todos os jeitos que se possa imaginar.
Lembro-me perfeitamente das visitas da minha avó Geny, da cidade de Erechim-RS, para Porto Alegre. Ela costumava chegar sempre às 11h - quando se é pequeno é difícil escolher os próprios programas de lazer; então costumava aceitar os convites de meu pai para receber a avó na rodoviária. O fato é que, não entendia qual o motivo de chegar na rodoviária sempre, no mínimo, com 1h e meia de antecedência. Antes de arriscar fazer a pergunta que saciaria minha inquietude, meu pai respondia:
- Vamos logo porque demora 1h para chegarmos à rodoviária. Não podemos chegar atrasado para receber a vó Geny.
Nada o fazia mudar de idéia. Nem mesmo o fato de que o ônibus que nos levava até a rodoviária não demorava 1h para chegar ao nosso destino, mas sim 30min:
- E se acontecer algum imprevisto? Vai que tenha engarrafamento?
Negócio fechado. A criança convencida dos perigos gerados pelas famigeradas hipóteses catastróficas, aquiescia.
Dos meus belos 10 anos aos meus errantes e interessantes 27, muita coisa mudou. Hoje, a vó Geny está impossibilitada de viajar longas distâncias devido a idade avançada. Consequentemente meu querido pai não costuma ir recebê-la na rodoviária. Inevitavelmente não recebo mais convites para ir junto. Mas ainda sinto a ansiedade, e o desespero da pressa, correndo como sangue em minhas veias.
Não considero a ansiedade herdada um problema irremediável. Mesmo porque hoje existem ótimos ansiolíticos e um notório desenvolvimento da indústria medicinal. Mas considero um problema. Um grave problema que tem de ser compreendido e tratado. Seja com força de vontade, seja com medicamentos. Mas tem de ser tratado. Confesso que a primeira opção me agrada mais.
Olhar para o passado é uma fantástica opção para compreender algum problema do presente. Tenho aprendido muito com essa técnica. Ah, e é claro, ter pessoas que possam lhe apontar os erros sem medo de onfedê-lo(a).
Obrigado, Teatro! Obrigado a todas as pessoas que apontam o dedo na minha cara e me dizem: "Você está errado!"
Se não estivesse tão ansioso, escreveria mais. Mas quero publicar logo este texto! Vai que o site saia do ar e só volte daqui uns dois dias...
Gutto Szuster
Lembro-me perfeitamente das visitas da minha avó Geny, da cidade de Erechim-RS, para Porto Alegre. Ela costumava chegar sempre às 11h - quando se é pequeno é difícil escolher os próprios programas de lazer; então costumava aceitar os convites de meu pai para receber a avó na rodoviária. O fato é que, não entendia qual o motivo de chegar na rodoviária sempre, no mínimo, com 1h e meia de antecedência. Antes de arriscar fazer a pergunta que saciaria minha inquietude, meu pai respondia:
- Vamos logo porque demora 1h para chegarmos à rodoviária. Não podemos chegar atrasado para receber a vó Geny.
Nada o fazia mudar de idéia. Nem mesmo o fato de que o ônibus que nos levava até a rodoviária não demorava 1h para chegar ao nosso destino, mas sim 30min:
- E se acontecer algum imprevisto? Vai que tenha engarrafamento?
Negócio fechado. A criança convencida dos perigos gerados pelas famigeradas hipóteses catastróficas, aquiescia.
Dos meus belos 10 anos aos meus errantes e interessantes 27, muita coisa mudou. Hoje, a vó Geny está impossibilitada de viajar longas distâncias devido a idade avançada. Consequentemente meu querido pai não costuma ir recebê-la na rodoviária. Inevitavelmente não recebo mais convites para ir junto. Mas ainda sinto a ansiedade, e o desespero da pressa, correndo como sangue em minhas veias.
Não considero a ansiedade herdada um problema irremediável. Mesmo porque hoje existem ótimos ansiolíticos e um notório desenvolvimento da indústria medicinal. Mas considero um problema. Um grave problema que tem de ser compreendido e tratado. Seja com força de vontade, seja com medicamentos. Mas tem de ser tratado. Confesso que a primeira opção me agrada mais.
Olhar para o passado é uma fantástica opção para compreender algum problema do presente. Tenho aprendido muito com essa técnica. Ah, e é claro, ter pessoas que possam lhe apontar os erros sem medo de onfedê-lo(a).
Obrigado, Teatro! Obrigado a todas as pessoas que apontam o dedo na minha cara e me dizem: "Você está errado!"
Se não estivesse tão ansioso, escreveria mais. Mas quero publicar logo este texto! Vai que o site saia do ar e só volte daqui uns dois dias...
Gutto Szuster
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Olheiras.
Quem me dera sorrir ao acordar!
O sorriso que não toma forma ao despertar de mais um dia, tornou-se uma frustração em minhas reflexões. Me entrego ao complexo da vida, pois quero entender cada gesto mínimo do meu corpo. O "porquê" de tudo.
Se a vida é realmente tão bela, por que não consigo sorrir quando acordo? Por que o simples fato de mostrar os dentes pela manhã é tão difícil? Quero gargalhar ao despertar. Sorrir com fervor, sorrir com intensidade.
Possuo olheiras profundas. Olheiras de caráter genético, de caráter duvidoso. Olheiras tão profundas que desenham um globo escuro e enigmático em torno de meus olhos. Quando sorrio durante o dia elas deixam-me irônico. Algumas vezes, elas deixam-me cansado, noutras, agitado.
Se um dia acordar sorrindo espontaneamente, sem entender e sem questionar, as olheiras, aos meus olhos, desaparecerão.
Possuo olheiras profundas. Olheiras que me acompanham. Olheiras que, inevitavelmente, me acompanharão.
Gutto Szuster
O sorriso que não toma forma ao despertar de mais um dia, tornou-se uma frustração em minhas reflexões. Me entrego ao complexo da vida, pois quero entender cada gesto mínimo do meu corpo. O "porquê" de tudo.
Se a vida é realmente tão bela, por que não consigo sorrir quando acordo? Por que o simples fato de mostrar os dentes pela manhã é tão difícil? Quero gargalhar ao despertar. Sorrir com fervor, sorrir com intensidade.
Possuo olheiras profundas. Olheiras de caráter genético, de caráter duvidoso. Olheiras tão profundas que desenham um globo escuro e enigmático em torno de meus olhos. Quando sorrio durante o dia elas deixam-me irônico. Algumas vezes, elas deixam-me cansado, noutras, agitado.
Se um dia acordar sorrindo espontaneamente, sem entender e sem questionar, as olheiras, aos meus olhos, desaparecerão.
Possuo olheiras profundas. Olheiras que me acompanham. Olheiras que, inevitavelmente, me acompanharão.
Gutto Szuster
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