Hoje pus-me de pé em uma esquina movimentada. Escolhi o meu melhor boné. O boné azul que tanto gosto. Que dia cinza. O clima definitivamente indeciso, ora quente, ora frio. Vesti também minha jaqueta bege-escuro, para escapar de algumas gotas de chuva que, ainda caiam de algumas nuvens mais densas. Uma das minhas rotinas é caminhar pela manhã, assim como à tarde e também à noite.
Hoje andei devagar. Não tinha porque apressar o passo. Caminhei lentamente, arrastando um pé depois o outro. Foi assim que cheguei naquela esquina movimentada. Esperei o sinal fechar, por alguma razão não pretendia atravessar a rua. O sinal fechou. Abriu. Fechou novamente. Foi quando percebi que meu corpo encontrava-se no mesmo lugar. Abaixei levemente a cabeça, levantei a mão direita em direção ao rosto e... chorei.
Gutto Szuster
Escreve muito esse guri! Sei que é ficção pelo boné azul e os passos lentos. :P
ResponderExcluirParabéns, cada dia me emociono mais com teus textos.
Como diria o querido Zé Adão: "boniiiiiiiiito"
ResponderExcluirtu não deve ter percebido... mas, teus pés deviam estar a uns 30 ou 40cm do chão. Certo que sim.
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