Dias de sol sempre me desperataram uma curiosidade tremenda.
Ultimamente tenho pensado muito na questão da morte. Segundos que separam a condição entre vivo e morto.
Fatalmente inerte de corpo mas liberto de alma? Quem sabe...
Enfim, pergunto-me se estou fazendo as escolhas certas, as mudanças e os direcionamentos de pensamentos corretos. Estarei certo?
Tenho lido bastante para tentar encontrar respostas que me acalmem o espírito. Mas quanto mais leio, mais percebo que tenho uma longa jornada.
Coisa triste esse mundo de julgamentos externos. Um julgamento externo passaria a existir a partir de um julgamento interno? Ou seria o contrário?
Ontem faleceu uma senhora de idade avançada. Foi uma mãe, avó, tia e amiga. Em vida dedicou-se muito aos seus e a quem se aproximasse para uma prosa ou um chá doce. Provavelmente errou bastante, teve inúmeros arrependimentos e, ainda, frustrou-se com suas próprias indagações e conflitos. Deixou a condição de pessoa-viva para pessoa-morta. Dentro de alguns anos será lembrada aniversariamente. Mas, o que dela ficará com ela? Pois para os outros, já sabemos o que fica, afinal, estamos vivos, não é?
Quero partir com saldo positivo... Uma nobre meta de vivo para morto para vivo.