Quem me dera sorrir ao acordar!
O sorriso que não toma forma ao despertar de mais um dia, tornou-se uma frustração em minhas reflexões. Me entrego ao complexo da vida, pois quero entender cada gesto mínimo do meu corpo. O "porquê" de tudo.
Se a vida é realmente tão bela, por que não consigo sorrir quando acordo? Por que o simples fato de mostrar os dentes pela manhã é tão difícil? Quero gargalhar ao despertar. Sorrir com fervor, sorrir com intensidade.
Possuo olheiras profundas. Olheiras de caráter genético, de caráter duvidoso. Olheiras tão profundas que desenham um globo escuro e enigmático em torno de meus olhos. Quando sorrio durante o dia elas deixam-me irônico. Algumas vezes, elas deixam-me cansado, noutras, agitado.
Se um dia acordar sorrindo espontaneamente, sem entender e sem questionar, as olheiras, aos meus olhos, desaparecerão.
Possuo olheiras profundas. Olheiras que me acompanham. Olheiras que, inevitavelmente, me acompanharão.
Gutto Szuster
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pedro Malazarte e a Arara Gigante no interior!

Após todo o pânico e paranóias que a gripe A trouxe ao Brasil, terça feira dia 01/09/09, estaremos de partida para realizar 4 apresentações da peça Pedro Malazarte e a Arara Gigante pelo projeto Lâmpada Mágica! Estaremos nas seguintes cidades: LAJEADO (dias 01/09 e 02/09), VENÂNCIO AIRES (dia 03/09) e RIO PARDO (dia 04/09).
A peça é dirigida por Bob Bahlis e o texto é de Jorge Furtado.
Elenco:
Antônio Carlos Falcão (Janota)
Gutto Szuster (Pedro Malazarte)
Rafaela Cassol (Berenice)
Operação de Som:
Marcelo Naz
Direção:
Bob Bahlis
Estou ansioso. Estou contando os dias para voltar aos palcos e trabalhar com muito prazer e vontade!
No mais, tempo propício para tomar uma boa cerveja gelada em boas companhias!
Merda pra nós! :)
Gutto Szuster
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Give me a break!
Certo. Mais uma noite escrevendo. Só que agora ao som de SUBLIME.
É bom. Sim, é muito bom, bixo. Há um tempo subestimei esses caras. Como pude?
De extremo bom gosto e de uma complexidade ímpar. Simples, ótimo e sincero.
Sometimes I pray...
Gutto
É bom. Sim, é muito bom, bixo. Há um tempo subestimei esses caras. Como pude?
De extremo bom gosto e de uma complexidade ímpar. Simples, ótimo e sincero.
Sometimes I pray...
Gutto
Olha só isso...
Fui no tororó beber água e não achei.
Achei linda morena que no tororó de... de... deixei!
o_O
Achei linda morena que no tororó de... de... deixei!
o_O
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Brasil na madrugada.
Ontem fui dormir lá pela 1h.
Sinceramente não tinha a intenção de ligar meu radinho ontem, mas, como uso a luz do radinho para iluminar o quarto e não acordar minha mãe acabei por fazer isso.
Gosto muito da rádio Bandnews FM, mas ontem acabei optando pela Rádio Gaúcha. O programa que estava no ar era o Brasil na Madrugada. O papo da manhã (ou noite como preferir) era sobre os novos meios de comunicação e de interação pós-internet.
Twitter, Orkut, Blogs e outras ferramentas derivadas da expansão tecnológica estavam sendo discutidas de forma bastante interessante. Havia um professor da PUC - o qual não lembro o sobrenome - chamado Marcelo, um rapaz que estuda o assunto. A conversa teve direito à paticipações de ouvintes e tudo mais. Em determinado momento do assunto surgiu uma pergunta de um dos presentes: "E aquelas pessoas que escrevem a todo minuto no twitter, que poluem a sua caixa de entrada, vocês não acham que em determinado momento ela acaba não sendo mais lida e torna-se um incoveninente?" Grande pergunta! A resposta foi simples e direta: "O twitte é simples e de fácil utilização, basta apenas parar de seguir esta pessoa.
Em seguida, o professor da PUC (especialista no assunto), falou do twitter do poeta e autor gaúcho Fabrício Carpinejar que usa sua página para escrever a cada minuto, mas com o diferencial de sempre enviar frases reflexivas e de autoria própria que no mínimo são interessantes e muitas vezes ajudam alguém. Ao contrário de muitas pessoas que escrevem desconexamente tudo o que lhes vêm à mente.
Ao entrarmos no twitter recebemos a seguinte pergunta: "O que você está fazendo agora?"
Sim, muita gente leva realmente ao pé da letra.
Gutto
Sinceramente não tinha a intenção de ligar meu radinho ontem, mas, como uso a luz do radinho para iluminar o quarto e não acordar minha mãe acabei por fazer isso.
Gosto muito da rádio Bandnews FM, mas ontem acabei optando pela Rádio Gaúcha. O programa que estava no ar era o Brasil na Madrugada. O papo da manhã (ou noite como preferir) era sobre os novos meios de comunicação e de interação pós-internet.
Twitter, Orkut, Blogs e outras ferramentas derivadas da expansão tecnológica estavam sendo discutidas de forma bastante interessante. Havia um professor da PUC - o qual não lembro o sobrenome - chamado Marcelo, um rapaz que estuda o assunto. A conversa teve direito à paticipações de ouvintes e tudo mais. Em determinado momento do assunto surgiu uma pergunta de um dos presentes: "E aquelas pessoas que escrevem a todo minuto no twitter, que poluem a sua caixa de entrada, vocês não acham que em determinado momento ela acaba não sendo mais lida e torna-se um incoveninente?" Grande pergunta! A resposta foi simples e direta: "O twitte é simples e de fácil utilização, basta apenas parar de seguir esta pessoa.
Em seguida, o professor da PUC (especialista no assunto), falou do twitter do poeta e autor gaúcho Fabrício Carpinejar que usa sua página para escrever a cada minuto, mas com o diferencial de sempre enviar frases reflexivas e de autoria própria que no mínimo são interessantes e muitas vezes ajudam alguém. Ao contrário de muitas pessoas que escrevem desconexamente tudo o que lhes vêm à mente.
Ao entrarmos no twitter recebemos a seguinte pergunta: "O que você está fazendo agora?"
Sim, muita gente leva realmente ao pé da letra.
Gutto
sábado, 22 de agosto de 2009
O Sol.
O sol tem vários efeitos sobre mim.
Se estou mal, ele me pinica a pele, me gera um bolo na boca do estômago, me traz vontade de chorar e de me arrepender de coisas ruins e (des) necessárias. Se estou bem, ele permite que eu sinta os cheiros no ar, me esquenta os cabelos e me faz sorrir para as poças d'águas do dia anterior.
Gutto
Se estou mal, ele me pinica a pele, me gera um bolo na boca do estômago, me traz vontade de chorar e de me arrepender de coisas ruins e (des) necessárias. Se estou bem, ele permite que eu sinta os cheiros no ar, me esquenta os cabelos e me faz sorrir para as poças d'águas do dia anterior.
Gutto
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Sonhos, frequências e direções contrárias.
Há algum tempo acordo (com frequência) às 4:32h, outras vezes às 4:28h, outras às 4:30h. Muitas vezes é por estar tendo pesadelos ou sonhos ruins, outras é simplesmente pelo fato de acordar nesse horário.
Por que será que isso acontece? Pode parecer loucura, mas a conclusão que estou chegando é que seja algo relacionado com o que penso ou passo durante o dia. O nosso pensamento é muito mais forte e imprevisível do que imaginamos. Ah, se eu compreendesse desde o princípio que a frequência emitida quando penso algo, ou algo de alguém é realmente tão forte e tão concreta... talvez, pudesse passar imune a essas experiências estranhas.
Mas dentro disso tudo surge um questionamento: Será que se eu não passasse por isso eu realmente compreenderia? Não sei lhe dar a resposta. Mas o que posso dizer é que me encontro em um turbilhão de sentimentos e questionamentos, sinto como se estivesse em meio a um tornado. Talvez um "F5".
Vou contar-lhes da última. Na noite passada acordei às 4:35h. Levantei rapidamente, de sobressalto, e, instantaneamente tive a lembrança de tudo o que tinha sonhado. Não foram coisas agradáveis. Sentimentos ruins, senti-me perseguido, senti que perseguia, senti-me errando e sendo julgado. Não! Eu não faria o que fiz no sonho na vida real, de forma alguma. Após esse momento curto de reflexão e a sensação clara do coração palpitando, escuto um comentário da minha namorada que recém acordava: "Parecia que tinha alguém em cima de ti".
E tinha. Tinha? Talvez sim, talvez não. Mas creio não ter dúvidas quanto a isso. Tinha sim. E, certamente, foi algo que não aconteceu de graça. Por que essa situação desagradável e de baixa vibração aconteceria de graça à alguém que não fez nada, que nada fez à niguém?
Reflexões a parte, espero não ter sido confuso a mim mesmo.
Hoje é dia de iluminar as falanges, agradecer a proteção e rogar que as pernas sigam firmes no caminho reto.
Quarta-feira cinzenta em Porto Alegre. Nem muito frio, nem muito quente. Chuvas isoladas e sensação de peso se diluindo. Nada mais a fazer senão deixa o tempo correr.
Gutto
Agradeço a insipiração deste título à banda gaúcha "Anna Lógica"
Por que será que isso acontece? Pode parecer loucura, mas a conclusão que estou chegando é que seja algo relacionado com o que penso ou passo durante o dia. O nosso pensamento é muito mais forte e imprevisível do que imaginamos. Ah, se eu compreendesse desde o princípio que a frequência emitida quando penso algo, ou algo de alguém é realmente tão forte e tão concreta... talvez, pudesse passar imune a essas experiências estranhas.
Mas dentro disso tudo surge um questionamento: Será que se eu não passasse por isso eu realmente compreenderia? Não sei lhe dar a resposta. Mas o que posso dizer é que me encontro em um turbilhão de sentimentos e questionamentos, sinto como se estivesse em meio a um tornado. Talvez um "F5".
Vou contar-lhes da última. Na noite passada acordei às 4:35h. Levantei rapidamente, de sobressalto, e, instantaneamente tive a lembrança de tudo o que tinha sonhado. Não foram coisas agradáveis. Sentimentos ruins, senti-me perseguido, senti que perseguia, senti-me errando e sendo julgado. Não! Eu não faria o que fiz no sonho na vida real, de forma alguma. Após esse momento curto de reflexão e a sensação clara do coração palpitando, escuto um comentário da minha namorada que recém acordava: "Parecia que tinha alguém em cima de ti".
E tinha. Tinha? Talvez sim, talvez não. Mas creio não ter dúvidas quanto a isso. Tinha sim. E, certamente, foi algo que não aconteceu de graça. Por que essa situação desagradável e de baixa vibração aconteceria de graça à alguém que não fez nada, que nada fez à niguém?
Reflexões a parte, espero não ter sido confuso a mim mesmo.
Hoje é dia de iluminar as falanges, agradecer a proteção e rogar que as pernas sigam firmes no caminho reto.
Quarta-feira cinzenta em Porto Alegre. Nem muito frio, nem muito quente. Chuvas isoladas e sensação de peso se diluindo. Nada mais a fazer senão deixa o tempo correr.
Gutto
Agradeço a insipiração deste título à banda gaúcha "Anna Lógica"
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A Rua das Sombras.
No mundo do sol, existia uma rua chamada "Rua da Sombra". Era uma rua com lindas árvores, de grandes raízes grossas que, às vezes, descascavam devagar. As belas árvores faziam a rua parecer um túnel. Em dias de sol, nuvens brancas em forma de algodão passavam lentamente no céu e deixavam a rua da sombra mais bela ainda, pois entre as folhas das árvores, escapavam feixes de sol que a penetravam. Com certeza era uma das imagens mais alegres e simpáticas do mundo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Prioridades.
Um carro buzina alto para entrar no estacionamento.
A criança na calçada grita alto pois a fome é seu tormento.
Gutto
A criança na calçada grita alto pois a fome é seu tormento.
Gutto
Aprendendo.
Não sei o que dizer hoje, mas acredito que escrevendo eu consiga compreender muitas coisas.
Um dia de cada vez. Nada de programar coisas mirabolantes e acreditar que os desafios internos que possuímos são resolvidos com um simples "não", ou com um simples "sim". É muito mais do que isso, é uma luta constante para ser uma pessoa melhor a cada dia que passa. Que bom se tudo na nossa vida fosse fácil de resolver, de resolver sem estresse, sem cobrança, sem medos e sem decepções. Ainda me decepciono comigo mesmo, mas até os grandes mestres, os grandes seres humanos que já passaram por este planeta se decepcionavam às vezes. Eu sei que me decepcionarei comigo muitas e muitas vezes ainda... Isto é uma coisa que não é agradável de escrever, mas é a verdade. Gostaria de poder sorrir ao lembrar do passado e de todas as situações que já vivi, mas dentro de muitas delas, existem coisas que são ruins, que não são legais de serem lembradas. Quero muito encarar as lembranças como momentos de aprendizados e deixá-las para trás. Deixar o passado no passado e não potencializar os erros, os impulsos negativos, as perdas, a angústia, o medo e as falhas. Hoje é hoje, e existe sim um futuro próximo com boas opções e com sentimentos nobres. Basta saber escoher, basta olhar a parte clara, a luz...
Por que não seguir SEMPRE os grandes ensinamentos?
Por que não seguir os grandes filósofos da vida, que já compreenderam tanto de nós?
Quero aparar as arestas. Quero desintegrar o errado. Quero limpar a casa de dentro pra fora, com todas as minhas forças.
E, sim. Já me sinto melhor.
Gutto
Um dia de cada vez. Nada de programar coisas mirabolantes e acreditar que os desafios internos que possuímos são resolvidos com um simples "não", ou com um simples "sim". É muito mais do que isso, é uma luta constante para ser uma pessoa melhor a cada dia que passa. Que bom se tudo na nossa vida fosse fácil de resolver, de resolver sem estresse, sem cobrança, sem medos e sem decepções. Ainda me decepciono comigo mesmo, mas até os grandes mestres, os grandes seres humanos que já passaram por este planeta se decepcionavam às vezes. Eu sei que me decepcionarei comigo muitas e muitas vezes ainda... Isto é uma coisa que não é agradável de escrever, mas é a verdade. Gostaria de poder sorrir ao lembrar do passado e de todas as situações que já vivi, mas dentro de muitas delas, existem coisas que são ruins, que não são legais de serem lembradas. Quero muito encarar as lembranças como momentos de aprendizados e deixá-las para trás. Deixar o passado no passado e não potencializar os erros, os impulsos negativos, as perdas, a angústia, o medo e as falhas. Hoje é hoje, e existe sim um futuro próximo com boas opções e com sentimentos nobres. Basta saber escoher, basta olhar a parte clara, a luz...
Por que não seguir SEMPRE os grandes ensinamentos?
Por que não seguir os grandes filósofos da vida, que já compreenderam tanto de nós?
Quero aparar as arestas. Quero desintegrar o errado. Quero limpar a casa de dentro pra fora, com todas as minhas forças.
E, sim. Já me sinto melhor.
Gutto
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009

Estou tocando batera com uma galera extremamente bacana - SUBLIME ÁLBUNS - Estamos ensaiando e vamos fazer tributos ao Sublime. Dia 27 de setembro tocaremos no LIVE PUB em Porto Alegre.
Tocaremos todas as músicas do álbum 40oz. to freedom do Sublime. Tá ficando muito afudê e eu to curtindo demais!
É muito bom poder tocar com uma galera que só se diverte! =D
Quem quiser pode ver um trecho do nosso ensaio no link do youtube http://www.youtube.com/watch?v=pU2DnrIQnOM
Abraços a todos!
Gutto.
domingo, 9 de agosto de 2009
Chuva da esperança!
Semana passada recebi um convite de Inácia Perinazzo Cassol (Coordenadora Estadual da Pastoral da Criança e minha querida sogra) para participar de um evento do CRIANÇA ESPERANÇA.
A minha participação consistiria em contar histórias e tentar levar um pouco de alegria às crianças que estariam presentes no dia. Este dia foi sábado (08/07/2009).
Acredito que fazia muito tempo que Porto Alegre não recebia tanta chuva. Era muita chuva mesmo, água por todos os lados. Apesar disso, um grande ginásio foi preparado no meio da VILA FARRAPOS para que esse dia de esperança pudesse acontecer.
Acordamos cedo e fomos para o local do evento. Mesmo preocupados com a situação que iríamos encontrar devido à chuva fomos confiantes e chegamos por volta de 8:30h no ginásio do evento. Lá, algumas pessoas já preparavam o ambiente para receber as crianças, as famílias e quem mais da comunidade local que quisesse participar.
Um espaço com brincadeiras, livros espalhados pelo chão, bolas de futebol, e, o mais importante, o lanche da hora do almoço que foi preparado com muita dedicação por parte da organização do evento.
Ainda pela manhã fui encarregado de trazer algumas famílias ao local do evento, pois onde elas moravam estava inviável sair ou ir para o ginásio a pé devido aos inúmeros alagamentos e também da chuva - que não parava.
A cada ida e vinda com o carro, que a pastoral da criança tinha disponibilizado para auxiliar esta tarefa, eu ia me surpreendo mais. Jovens mães solteiras com tantos filhos, tantas crianças com tantos pais diferentes, tanta tristeza no meio de tanta miséria, tantos irmãos carentes daquilo que sabemos ser o básico para que a expressão "dignidade humana" realmente aconteça. Comida, água, saneamento, cama, cobertores, casa sem goteiras e isoladas do frio, ruas sem rios, educação, instrução...
TANTA COISA...
Ontem só ganhei presentes. Ontem me alimentei de muitos sorrisos de gratidão. Ontem foi tão bom sorrir vendo aquelas crianças comerem seus lanches e se divertirem com coisas que não são suas. Coisas que deveriam possuir, mas não possuem.
Ontem foi um dia lindo. Um dia de chuva, um dia cinza, um dia que certamente não escolheríamos para sair de casa. Ontem foi um dia de calor, sol, sorrisos, alegrias , comidas e esperanças dentro de um ginásio parcialmente alagado.
Vida longa Pastoral da Criança! Vida longa aos projetos e às inúmeras pessoas envolvidas em proporcionar o mínimo de dignidade aos nossos irmãos menos afortunados.
Gutto Szuster
A minha participação consistiria em contar histórias e tentar levar um pouco de alegria às crianças que estariam presentes no dia. Este dia foi sábado (08/07/2009).
Acredito que fazia muito tempo que Porto Alegre não recebia tanta chuva. Era muita chuva mesmo, água por todos os lados. Apesar disso, um grande ginásio foi preparado no meio da VILA FARRAPOS para que esse dia de esperança pudesse acontecer.
Acordamos cedo e fomos para o local do evento. Mesmo preocupados com a situação que iríamos encontrar devido à chuva fomos confiantes e chegamos por volta de 8:30h no ginásio do evento. Lá, algumas pessoas já preparavam o ambiente para receber as crianças, as famílias e quem mais da comunidade local que quisesse participar.
Um espaço com brincadeiras, livros espalhados pelo chão, bolas de futebol, e, o mais importante, o lanche da hora do almoço que foi preparado com muita dedicação por parte da organização do evento.
Ainda pela manhã fui encarregado de trazer algumas famílias ao local do evento, pois onde elas moravam estava inviável sair ou ir para o ginásio a pé devido aos inúmeros alagamentos e também da chuva - que não parava.
A cada ida e vinda com o carro, que a pastoral da criança tinha disponibilizado para auxiliar esta tarefa, eu ia me surpreendo mais. Jovens mães solteiras com tantos filhos, tantas crianças com tantos pais diferentes, tanta tristeza no meio de tanta miséria, tantos irmãos carentes daquilo que sabemos ser o básico para que a expressão "dignidade humana" realmente aconteça. Comida, água, saneamento, cama, cobertores, casa sem goteiras e isoladas do frio, ruas sem rios, educação, instrução...
TANTA COISA...
Ontem só ganhei presentes. Ontem me alimentei de muitos sorrisos de gratidão. Ontem foi tão bom sorrir vendo aquelas crianças comerem seus lanches e se divertirem com coisas que não são suas. Coisas que deveriam possuir, mas não possuem.
Ontem foi um dia lindo. Um dia de chuva, um dia cinza, um dia que certamente não escolheríamos para sair de casa. Ontem foi um dia de calor, sol, sorrisos, alegrias , comidas e esperanças dentro de um ginásio parcialmente alagado.
Vida longa Pastoral da Criança! Vida longa aos projetos e às inúmeras pessoas envolvidas em proporcionar o mínimo de dignidade aos nossos irmãos menos afortunados.
Gutto Szuster
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Musicando coisas simples.
Há pouco comecei a escrever uma letra e estava tentando musicá-la. Quem sabe essa conseguirei terminar.
Há muito tempo eu quis saber
Do que era feito o amanhecer
Por que o sol só nasce lá?
Por que demoro pra entender?
Por que a mãe comeu caqui?
Por que o pai foi trabalhar?
Por que a coberta sempre cai?
Por que a vó não ficou mais?
Por que os amigos vem e vão?
Por que é ruim a solidão?
Por que é tão bom viajar?
Como será que o mano está?
Se viver fosse fácil assim
E chorar fosse lavar os olhos
Quem seria o primeiro?
Quem seria o mais forte?
Gutto
Há muito tempo eu quis saber
Do que era feito o amanhecer
Por que o sol só nasce lá?
Por que demoro pra entender?
Por que a mãe comeu caqui?
Por que o pai foi trabalhar?
Por que a coberta sempre cai?
Por que a vó não ficou mais?
Por que os amigos vem e vão?
Por que é ruim a solidão?
Por que é tão bom viajar?
Como será que o mano está?
Se viver fosse fácil assim
E chorar fosse lavar os olhos
Quem seria o primeiro?
Quem seria o mais forte?
Gutto
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Predecessores do sono.
Boa noite.
Entediado, sem saber por onde começar eu começo pelo despejar de palavras aleatórias que não pretendo apagar deste post.
Sensações ruins. Do nada somos tomados por sensações ruins. Isso já aconteceu com você alguma vez? Certamente sim. Aquilo que tomamos por certo acaba por não servir para nada quando o assunto é "instinto". Sinto como se muitas decisões que acabo tomando na minha vida ( e diga-se de passagem são centenas todos os dias) são guiadas pelo instinto. Umas pelo instinto certo, outras pelo errado.
O que é certo e o que é errado? Por que somos tomados por esses tipos de julgamentos internos?
Isso me incomoda. Mas sei que é comum ao ser humano. (É mesmo ou estou enganado?)
00:12 - Horário de Brasília. Estou num notebook.
SEM SONO.
SEM SEDE.
SEM ÓCULOS. Não uso óculos. Não preciso deles, espero não precisar.
Vou tentar escrever algo bonito...
Falanges iluminadas das grandes calmarias
Sonhamos com luzes que acalmam as dores
O sol que dorme na noite, na manhã anuncia
A fumaça de gelo, tão branca sem cores.
Grande é a grande sede do pobre
Que espera dormindo uma chance de aprender
De respeitar os sentimentos mais nobres
De sentir aquilo que não pode ver
Cada verso é por demais isolado
Sem conexão, desconexo, descompassado
Viajar sem ter bilhete marcado
Escrever por alguém apressado.
Entediado, sem saber por onde começar eu começo pelo despejar de palavras aleatórias que não pretendo apagar deste post.
Sensações ruins. Do nada somos tomados por sensações ruins. Isso já aconteceu com você alguma vez? Certamente sim. Aquilo que tomamos por certo acaba por não servir para nada quando o assunto é "instinto". Sinto como se muitas decisões que acabo tomando na minha vida ( e diga-se de passagem são centenas todos os dias) são guiadas pelo instinto. Umas pelo instinto certo, outras pelo errado.
O que é certo e o que é errado? Por que somos tomados por esses tipos de julgamentos internos?
Isso me incomoda. Mas sei que é comum ao ser humano. (É mesmo ou estou enganado?)
00:12 - Horário de Brasília. Estou num notebook.
SEM SONO.
SEM SEDE.
SEM ÓCULOS. Não uso óculos. Não preciso deles, espero não precisar.
Vou tentar escrever algo bonito...
Falanges iluminadas das grandes calmarias
Sonhamos com luzes que acalmam as dores
O sol que dorme na noite, na manhã anuncia
A fumaça de gelo, tão branca sem cores.
Grande é a grande sede do pobre
Que espera dormindo uma chance de aprender
De respeitar os sentimentos mais nobres
De sentir aquilo que não pode ver
Cada verso é por demais isolado
Sem conexão, desconexo, descompassado
Viajar sem ter bilhete marcado
Escrever por alguém apressado.
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