
Queria ser um gramado bem aparado. Destes que dá gosto de ver. Queria ser livre de falhas e falsas pinturas.
Em cada pessoa há uma marca. Uma marca profunda. Se observadas de fora, são como pequeninos flocos de gelo que planam ao vento. Só os vemos nos poucos segundos que, carregados pelos ares, surgem na nossa frente. Depois, os flocos continuam a planar e as marcas a existir e perdurar por tempo indeterminado.
O tempo de cada marca é único. Não se pode intervir no viver de uma marca, mesmo esta sendo sua. Digo isso pois o tempo é justo com cada situação. Cada uma se acaba e se apaga por si só. Porém, o apagar-marcas é tarefa de quem as têm.
Não é fácil encontrá-las. Não é fácil encará-las. As marcas, muitas vezes, possuem olhos de cobrança, de vergonha e de dor. Algumas possuem olhos doces e chegam até a sorrir. Estas, raríssimas, elevam a alma aos céus. Quando estas encontramos, devemos sorrir, respirar fundo e recarregar as energias para novas batalhas.
Viver não é tão simples quanto parece. Quando os tempos de ignorância acolhem nossas mentes os critérios caem, as boas vibrações escorrem pelos dedos e... definhamos por aí. Já quando os tempos de reflexões contemplam nossas cabeças com o discernimento necessário, vivemos em paz.
Mais fácil é evitar do que remediar. O remédio pode ser amargo e a dose compatível com a enfermidade. Porém, nadar até o outro lado do rio nem sempre é perigoso. Observe as correntezas e mantenha um pé sempre de encontro ao solo. Sê cauteloso.
Bons ventos virão.
Gutto
Em cada pessoa há uma marca. Uma marca profunda. Se observadas de fora, são como pequeninos flocos de gelo que planam ao vento. Só os vemos nos poucos segundos que, carregados pelos ares, surgem na nossa frente. Depois, os flocos continuam a planar e as marcas a existir e perdurar por tempo indeterminado.
O tempo de cada marca é único. Não se pode intervir no viver de uma marca, mesmo esta sendo sua. Digo isso pois o tempo é justo com cada situação. Cada uma se acaba e se apaga por si só. Porém, o apagar-marcas é tarefa de quem as têm.
Não é fácil encontrá-las. Não é fácil encará-las. As marcas, muitas vezes, possuem olhos de cobrança, de vergonha e de dor. Algumas possuem olhos doces e chegam até a sorrir. Estas, raríssimas, elevam a alma aos céus. Quando estas encontramos, devemos sorrir, respirar fundo e recarregar as energias para novas batalhas.
Viver não é tão simples quanto parece. Quando os tempos de ignorância acolhem nossas mentes os critérios caem, as boas vibrações escorrem pelos dedos e... definhamos por aí. Já quando os tempos de reflexões contemplam nossas cabeças com o discernimento necessário, vivemos em paz.
Mais fácil é evitar do que remediar. O remédio pode ser amargo e a dose compatível com a enfermidade. Porém, nadar até o outro lado do rio nem sempre é perigoso. Observe as correntezas e mantenha um pé sempre de encontro ao solo. Sê cauteloso.
Bons ventos virão.
Gutto