sábado, 12 de dezembro de 2009

Dedos.

Nunca imaginei que palavras costuradas por momentos de inquietude, pudessem fazer alguém parar diante de uma tela de computador e ler aquilo que escrevi. Se isto acontece, se você está aqui, se costura estas mesmas palavras movendo seus olhos da esquerda para a direita sobre estas linhas, talvez sejamos, de certa forma, parecidos.

Quando o tempo nubla meu coração aperta. Não creio que o céu cinzento e as rajadas de ventos gelados, com suas minúsculas partículas de águas que voam em direções diversas, sejam os fatores determinantes para emergir angústias em quem quer que seja. O momento de calar e olhar para dentro são impostos pelas reflexões de nossos erros, acertos e momentos de ignorância. Faça chuva ou faça sol.

Recentemente adotei uma frase proferida por uma alma linda e abnegada. “Tomar do arado, e não olhar para trás”. Em tudo o que vivemos, adquirimos algum aprendizado. Hoje as portas se abrem, amanhã se fecham e lá estamos nós, andando de um lado para o outro. O ser humano é humanizado pela dor e pela consciência.

A chuva forte, a tormenta, e os ventos devastadores somente surgem quando ficamos frágeis. O nublar do dia não nos torna frágeis. Não nos basta equilibrar o corpo. Se a ligação corpo e mente não se estabelece, nem um nem outro adquire êxito na mudança para o “ser” melhor.

Quero ser melhor. Para isso, espero saber ficar o tempo necessário, somente o necessário para o meu entendimento em cada degrau que minhas pernas alcançarem.

Hoje parei para analisar dois dedos de minhas mãos. Há alguns dias eles queimam de dentro para fora e nada vejo externamente. Poderia ficar dias repousando-os na água gelada, mas, prefiro antes, senti-los com carinho, paciência e compreensão. Talvez eles tenham algo a me dizer... E eu estarei aqui. Presente.

Um comentário:

  1. O ser humano em essência busca sempre se encontrar de alguma forma. Existe melhor maneira de procurar seus semelhantes em palavras perdidas pela internet? Talvez sim (claro que sim), mas aqui em blogs e páginas podemos escrever para nós mesmos, então somos nós sozinho com nossos pensamentos.
    E sim, no final se alguém volta a bater tua porta é porque há algo em que se assemelham. Vamos acreditar que é apenas no que tange os bons sentimentos.


    Feliz 2010 Gutto!
    Seja simples mas [d]esperto e o que é seu vai conseguir.

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