Prefiro calar-me ao gritar a plenos pulmões
Prefiro mudar ao seguir ilusões
Fazer por fazer é um tempo perdido
Dizer por dizer não me vale.
O barulho incomoda meu sono.
Balanço uma das pernas quando escrevo
Um segundo é de suma importância
A ação mata o medo.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O retorno e a morte.
Dias de sol sempre me desperataram uma curiosidade tremenda.
Ultimamente tenho pensado muito na questão da morte. Segundos que separam a condição entre vivo e morto.
Fatalmente inerte de corpo mas liberto de alma? Quem sabe...
Enfim, pergunto-me se estou fazendo as escolhas certas, as mudanças e os direcionamentos de pensamentos corretos. Estarei certo?
Tenho lido bastante para tentar encontrar respostas que me acalmem o espírito. Mas quanto mais leio, mais percebo que tenho uma longa jornada.
Coisa triste esse mundo de julgamentos externos. Um julgamento externo passaria a existir a partir de um julgamento interno? Ou seria o contrário?
Ontem faleceu uma senhora de idade avançada. Foi uma mãe, avó, tia e amiga. Em vida dedicou-se muito aos seus e a quem se aproximasse para uma prosa ou um chá doce. Provavelmente errou bastante, teve inúmeros arrependimentos e, ainda, frustrou-se com suas próprias indagações e conflitos. Deixou a condição de pessoa-viva para pessoa-morta. Dentro de alguns anos será lembrada aniversariamente. Mas, o que dela ficará com ela? Pois para os outros, já sabemos o que fica, afinal, estamos vivos, não é?
Quero partir com saldo positivo... Uma nobre meta de vivo para morto para vivo.
Ultimamente tenho pensado muito na questão da morte. Segundos que separam a condição entre vivo e morto.
Fatalmente inerte de corpo mas liberto de alma? Quem sabe...
Enfim, pergunto-me se estou fazendo as escolhas certas, as mudanças e os direcionamentos de pensamentos corretos. Estarei certo?
Tenho lido bastante para tentar encontrar respostas que me acalmem o espírito. Mas quanto mais leio, mais percebo que tenho uma longa jornada.
Coisa triste esse mundo de julgamentos externos. Um julgamento externo passaria a existir a partir de um julgamento interno? Ou seria o contrário?
Ontem faleceu uma senhora de idade avançada. Foi uma mãe, avó, tia e amiga. Em vida dedicou-se muito aos seus e a quem se aproximasse para uma prosa ou um chá doce. Provavelmente errou bastante, teve inúmeros arrependimentos e, ainda, frustrou-se com suas próprias indagações e conflitos. Deixou a condição de pessoa-viva para pessoa-morta. Dentro de alguns anos será lembrada aniversariamente. Mas, o que dela ficará com ela? Pois para os outros, já sabemos o que fica, afinal, estamos vivos, não é?
Quero partir com saldo positivo... Uma nobre meta de vivo para morto para vivo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
SUBLIME ALBUMS!
É DOMINGO!
Depois de 2 meses de ensaios puxados vamos fazer o projeto SUBLIME ALBUMS tomar vida!
Ingressos antecipados à 8 reais nas lojas TOW IN (Barra Shopping Sul) e no LIVE SPORT PUB (Local do Show). Na hora é 15 pila conforme a disponibilidade.
CHEGUE CEDO! EVITE FILAS e CURTA MUITO SUBLIME!
Abraços, Gutto
Depois de 2 meses de ensaios puxados vamos fazer o projeto SUBLIME ALBUMS tomar vida!
Ingressos antecipados à 8 reais nas lojas TOW IN (Barra Shopping Sul) e no LIVE SPORT PUB (Local do Show). Na hora é 15 pila conforme a disponibilidade.
CHEGUE CEDO! EVITE FILAS e CURTA MUITO SUBLIME!
Abraços, Gutto
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Tanta coisa.
Por quanto tempo ainda seremos brutos? O que está traçado (ou não) para cada um de nós? Por que sentimos raiva, tristeza, alegria? Por que somos tão estúpidos com nossas próprias vidas e com as dos nossos semelhantes? O que está certo? O que está errado? Por que existe a necessidade de julgamentos? Por que reclamamos quando chove demais e também quando faz sol demais? Por que nunca estamos saciados? Por que esquecemos de alimentar nossas almas? A alma morre de inanição? Por que temos que viver na terra e ir embora? Por que temos de voltar e voltar tantas vezes? Por quê?
Entende-se da vida uma passagem da qual estamos passando. Estamos de passagem. Passageiros passando, passeando. Passionando.
Não pise na grama. Não pise nas pessoas. Seja gentil! Seja carinhoso e compreensivo. Amorteça a queda. Contente-se. Sirva. Sorria e abrace. Respire. Retorne. Recicle. Reviva. Seja agente. Seja paciente. Seja o bem. Respeite.
Respeite. Respeite. Respeite para ser respeitado. Perca. Perca muito e aprenda. Ganhe. Aceite. Almeje. Aprenda a olhar para o passado com respeito e força. Aprenda a olhar para o futuro com paciência e confiança.
Agradeça! Sonhe. Tome muita água.
Durma. Acorde. Viva.
Fé! Força! Paz!
Gutto
Entende-se da vida uma passagem da qual estamos passando. Estamos de passagem. Passageiros passando, passeando. Passionando.
Não pise na grama. Não pise nas pessoas. Seja gentil! Seja carinhoso e compreensivo. Amorteça a queda. Contente-se. Sirva. Sorria e abrace. Respire. Retorne. Recicle. Reviva. Seja agente. Seja paciente. Seja o bem. Respeite.
Respeite. Respeite. Respeite para ser respeitado. Perca. Perca muito e aprenda. Ganhe. Aceite. Almeje. Aprenda a olhar para o passado com respeito e força. Aprenda a olhar para o futuro com paciência e confiança.
Agradeça! Sonhe. Tome muita água.
Durma. Acorde. Viva.
Fé! Força! Paz!
Gutto
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A esquina de Deus.
Hoje pus-me de pé em uma esquina movimentada. Escolhi o meu melhor boné. O boné azul que tanto gosto. Que dia cinza. O clima definitivamente indeciso, ora quente, ora frio. Vesti também minha jaqueta bege-escuro, para escapar de algumas gotas de chuva que, ainda caiam de algumas nuvens mais densas. Uma das minhas rotinas é caminhar pela manhã, assim como à tarde e também à noite.
Hoje andei devagar. Não tinha porque apressar o passo. Caminhei lentamente, arrastando um pé depois o outro. Foi assim que cheguei naquela esquina movimentada. Esperei o sinal fechar, por alguma razão não pretendia atravessar a rua. O sinal fechou. Abriu. Fechou novamente. Foi quando percebi que meu corpo encontrava-se no mesmo lugar. Abaixei levemente a cabeça, levantei a mão direita em direção ao rosto e... chorei.
Gutto Szuster
Hoje andei devagar. Não tinha porque apressar o passo. Caminhei lentamente, arrastando um pé depois o outro. Foi assim que cheguei naquela esquina movimentada. Esperei o sinal fechar, por alguma razão não pretendia atravessar a rua. O sinal fechou. Abriu. Fechou novamente. Foi quando percebi que meu corpo encontrava-se no mesmo lugar. Abaixei levemente a cabeça, levantei a mão direita em direção ao rosto e... chorei.
Gutto Szuster
sábado, 5 de setembro de 2009
Ansiedade.
Sempre fui uma pessoa ansiosa. Convivi com a ansiedade de todos os lados, de todas as maneiras e de todos os jeitos que se possa imaginar.
Lembro-me perfeitamente das visitas da minha avó Geny, da cidade de Erechim-RS, para Porto Alegre. Ela costumava chegar sempre às 11h - quando se é pequeno é difícil escolher os próprios programas de lazer; então costumava aceitar os convites de meu pai para receber a avó na rodoviária. O fato é que, não entendia qual o motivo de chegar na rodoviária sempre, no mínimo, com 1h e meia de antecedência. Antes de arriscar fazer a pergunta que saciaria minha inquietude, meu pai respondia:
- Vamos logo porque demora 1h para chegarmos à rodoviária. Não podemos chegar atrasado para receber a vó Geny.
Nada o fazia mudar de idéia. Nem mesmo o fato de que o ônibus que nos levava até a rodoviária não demorava 1h para chegar ao nosso destino, mas sim 30min:
- E se acontecer algum imprevisto? Vai que tenha engarrafamento?
Negócio fechado. A criança convencida dos perigos gerados pelas famigeradas hipóteses catastróficas, aquiescia.
Dos meus belos 10 anos aos meus errantes e interessantes 27, muita coisa mudou. Hoje, a vó Geny está impossibilitada de viajar longas distâncias devido a idade avançada. Consequentemente meu querido pai não costuma ir recebê-la na rodoviária. Inevitavelmente não recebo mais convites para ir junto. Mas ainda sinto a ansiedade, e o desespero da pressa, correndo como sangue em minhas veias.
Não considero a ansiedade herdada um problema irremediável. Mesmo porque hoje existem ótimos ansiolíticos e um notório desenvolvimento da indústria medicinal. Mas considero um problema. Um grave problema que tem de ser compreendido e tratado. Seja com força de vontade, seja com medicamentos. Mas tem de ser tratado. Confesso que a primeira opção me agrada mais.
Olhar para o passado é uma fantástica opção para compreender algum problema do presente. Tenho aprendido muito com essa técnica. Ah, e é claro, ter pessoas que possam lhe apontar os erros sem medo de onfedê-lo(a).
Obrigado, Teatro! Obrigado a todas as pessoas que apontam o dedo na minha cara e me dizem: "Você está errado!"
Se não estivesse tão ansioso, escreveria mais. Mas quero publicar logo este texto! Vai que o site saia do ar e só volte daqui uns dois dias...
Gutto Szuster
Lembro-me perfeitamente das visitas da minha avó Geny, da cidade de Erechim-RS, para Porto Alegre. Ela costumava chegar sempre às 11h - quando se é pequeno é difícil escolher os próprios programas de lazer; então costumava aceitar os convites de meu pai para receber a avó na rodoviária. O fato é que, não entendia qual o motivo de chegar na rodoviária sempre, no mínimo, com 1h e meia de antecedência. Antes de arriscar fazer a pergunta que saciaria minha inquietude, meu pai respondia:
- Vamos logo porque demora 1h para chegarmos à rodoviária. Não podemos chegar atrasado para receber a vó Geny.
Nada o fazia mudar de idéia. Nem mesmo o fato de que o ônibus que nos levava até a rodoviária não demorava 1h para chegar ao nosso destino, mas sim 30min:
- E se acontecer algum imprevisto? Vai que tenha engarrafamento?
Negócio fechado. A criança convencida dos perigos gerados pelas famigeradas hipóteses catastróficas, aquiescia.
Dos meus belos 10 anos aos meus errantes e interessantes 27, muita coisa mudou. Hoje, a vó Geny está impossibilitada de viajar longas distâncias devido a idade avançada. Consequentemente meu querido pai não costuma ir recebê-la na rodoviária. Inevitavelmente não recebo mais convites para ir junto. Mas ainda sinto a ansiedade, e o desespero da pressa, correndo como sangue em minhas veias.
Não considero a ansiedade herdada um problema irremediável. Mesmo porque hoje existem ótimos ansiolíticos e um notório desenvolvimento da indústria medicinal. Mas considero um problema. Um grave problema que tem de ser compreendido e tratado. Seja com força de vontade, seja com medicamentos. Mas tem de ser tratado. Confesso que a primeira opção me agrada mais.
Olhar para o passado é uma fantástica opção para compreender algum problema do presente. Tenho aprendido muito com essa técnica. Ah, e é claro, ter pessoas que possam lhe apontar os erros sem medo de onfedê-lo(a).
Obrigado, Teatro! Obrigado a todas as pessoas que apontam o dedo na minha cara e me dizem: "Você está errado!"
Se não estivesse tão ansioso, escreveria mais. Mas quero publicar logo este texto! Vai que o site saia do ar e só volte daqui uns dois dias...
Gutto Szuster
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