segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sono.

Qual é o sonho que desnorteia?

Noite após noite acordo com a sensação de vagar. Acordam-me com a sensação de que estou vagando. Curioso.

Há alguns dias tenho dormido cedo e acordado cedo. A mudança da rotina altera as funções corporais que, já viciadas por essa, alimentam-se do que é de costume.

Se vivo, questiono-me por estar vivo. Se caminho, questiono-me para onde estou indo. São perguntas atrás de perguntas. Perguntas bobas. Óbvias. Perguntas clichês típicas de novelinhas mexicanas.

No fundo sou meio clichê. Sou brega e razoavelmente transparente. Aos diabos com os rótulos. Aos diabos com os questionamentos. A partir de hoje sou aquele que não guarda rancor, que não teme o que não existe. Aquele que recomenda, que auxilia, que profere a palavra amiga, que prega, que sorri para os angustiados. Quanta utopia...

Vai dormir, sonhador! Vai sonhar teus desejos! Se alcançares, volte aqui e preste contas dos teus sentimentos. Aguardarei o balanço do teu hoje e to teu ontem.

Feliz é aquele que sonha sem compromisso.

Gutto

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