Costumo dormir de barriga para baixo. Tic, tac, tic, tac...
Me viro de um lado, me viro de outro.
Dormir é uma tarefa difícil. Alto da madrugada acordo. Ora é o braço direito, ora é o braço esquerdo, ambos formigam pela falta de circulação de sangue. Minguinhos e anelares inertes, mortos temporariamente não respondem aos comandos. Corpo relaxado e mente inquieta. Dobro o travesseiro. Desdobro. Ansiedade, zumbido no ouvido. A tensão do dia que está se pondo direciona-se totalmente para cima. Como desligar essa massa encefálica responsável pela sobrevivência de um corpo?
Por que tenho pesadelos?
A vida parece-me complicada. Viver, abrir os olhos, caminhar, sorrir, falsear, compreender, interpretar...
Talvez tenha que dar mais importância ao momento de dormir. É isso!
Preocupamo-nos diariamente com os empecilhos e dificuldades que a vida nos impõe (de livre-arbítrio). E, talvez, esquecemo-nos do momento de dormir. Dormir não é deitar na cama para recuperar energias. Dormir é continuar um processo interminável de equilíbrio carnal e espiritual.
Preciso de um travesseiro maior, um colchão sem molas e uma brisa nos pés.
Em grande parte dessas dormidas, desfruto de um abraço recheado de amor e do sorriso mais belo do mundo. Quatro olhos horizontalmente despertam sorrindo. Cada um no seu lado, com suas roupas, com suas maneiras e manias.
Agora, o colchão sem molas...
E qaundo só se pode dormir de barriga pra cima, então... nossa... pesadelo na certa!
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